♪♪ Quando tudo diz que não
Sua voz me encoraja a prosseguir
Quando tudo diz que não
Ou parece que o mar não vai se abrir
Eu sei que não estou só
E o que dizes sobre mim
Não pode se frustrar
Venha em meu favor
E cumpra em mim teu querer
O Deus do impossível
Não desistiu de mim
Sua destra me sustenta
E me faz prevalecer... ♪♪
Meu Deus é um Deus de amor, único, autêntico, altruísta... É um Deus Pai, que Filho se fez pra me redimir... Que tanto me ama que em tudo me cuida pra que cada tropeço proporcione sempre um novo aprendizado e que cada vitória seja comemorada como a primeira, melhor e maior!
Minha fé me sustenta, meu Deus supre minhas necessidades e expectativas e afasta do meu inseguro coração todos os meus medos; e me lembra sempre que o amanhã somente a Ele pertence, e que se tem alguém que deseja de tudo o meu bem é Ele, como não confiar? Eu só sei confiar, só sei te amar, só sei ter certeza que o Senhor é meu maior amor! Que o Senhor me deu as melhores coisas que tenho... A vida! Minha família! Meu amor... Meus amigos!
"Em Ti, eu descanso, sem Ti nada sou..."
Glória a Deus, sempre e sempre...
O amor solitário de todo dia sente medo de se mostrar, tem medo de ganhar o mundo, tem medo de se esvair. É o amor que se sente quando se olha, quando se pensa, quando se canta, quando se tenta. É o amor melhor é o amor maior... Que quando se dá, se entrega, não tem juízo, não sente pudor, pois é tudo amor. Teme somente não tê-lo mais. É a essência latente de tudo que se vê e se sente. Quando se entrega, se vai... Não quer mais voltar, gostou de amar, deixa então desarmado o hospedeiro que agora é vulnerável ao amante, ao amável. A adrelina que dá não cabe em palavras, mas amar é bom, bom demais é amar...
Anamaria,
21/11/2008
"...às vezes a vontade que dá é de pegar um foguete pra lua e por lá mesmo ficar... tanto barulho e bagunça diariamente fazem a vida parecer tão branco-e-preto, e se tem uma coisa de que não abro mão é das cores e dos amores que Deus pintou com suas próprias mãos. Não vou, nem de foguete nem de balão... nenhum dos dois tem capacidade de comportar o tamanho do meu coração com o peso de todos os meus sonhos e de todos que amo... das coisas que tenho pra realizar e que na lua não fariam o menor sentido. Pinto eu mesma esse céu esfumaçado cinza claro com a minha aquarela, pego tudo de bom que sinto, com tudo de bom que anseio e com um pouquinho de sorte me depararei com um sopro de esperança a cada novo dia ao abrir a janela..."
Eu!
13/10/2008
Se eu fosse Nietzsche agora, certamente diria que minhas recentes dores de cabeça na verdade eram dores de parto de idéias e mais idéias flamejantes nascendo no meu humilde cérebro. Mas não é pra tanto... Afinal, estamos falando de alguém que por muito tempo não se tem permitido escrever. Isso soa estranho pra mim. Por toda minha vida fui a menina que melhor sabia escrever nos grupinhos de que participava, sempre amei escrever e ler; constantemente cheia de novos enredos para livros que nunca tiveram fim, crônicas e opiniões expressadas através da escrita, e agora ao fazer uma retrospectiva do ano que já se aproxima do fim percebo que me permiti ser oprimida por algo que nem consigo identificar exatamente o que é, mas deixei que meu dom enferrujasse. Sempre proclamei aos quatro ventos que se havia algo em que era boa, tratava-se de redigir, e agora me sinto perdida ao organizar as idéias, há tanto não exercito essa habilidade que juro que os meus olhos se enchem de lágrimas. Por quê? Sinceramente não sei. Percebo apenas que tenho dificuldade em organizar minha vida, meu tempo, e também que talvez não tenha aprendido a ser exortada... Ao menos no que se refere à algo em que me considero tão boa. Não consigo admitir a possibilidade que uma palavra mal colocada de uma professora de redação tenha esse efeito sobre mim. Penso que seja algo maior... Penso que tenho buscado maturidade na velhice e acabo de descobrir que este não é o caminho. Brilhar era comigo! Aparecer, ser destaque, uh, era minha praia! Mas uma adolescência complicada pode fazer coisas inimagináveis na personalidade de uma pessoa: Apaguei-me. Comecei guardando meu talento pra mim, blogs em que só eu tinha acesso, cartas escritas depois rasgadas, textos pegando fogo assim aleatoriamente ou ensopados na pia do banheiro até que sumisse cada letrinha escrita à caneta e depois 'cesta!' no lixo do sanitário... De repente não via mais graça em escrever, não achava nenhum pensamento meu brilhante o suficiente para merecer ser arquivado, e quando dei por mim não estava me dando nem ao trabalho mais de desenvolver minhas idéias. E agora me sinto distante, como se esse processo tivesse ocorrido há anos, mas são meses ao que me refiro, ainda assim parece longe e desgastante. O tempo está voando. Tudo parece vago... Queria recuperar meu talento, se é que essa é a colocação perfeita, mas queria voltar a entender o meu talento, voltar a me sentir boa no que faço e gosto: Escrever! Sem precisar aparecer, não gosto mais de aparecer, ao menos não tanto quanto antes. Gosto de ser eu mesma, autêntica, natural! Sem pertencer à padrões, estigmas, doutrinas. Brasileira que gosta do seu idioma, o português, mas ama muito muito mais o inglês, ligeiramente preguiçosa, Cristã, dançarina - mas não de qualquer tipo, dançarina sem formação profissional que se deixa envolver pelo sobrenatural e dança pra adorar a Deus, entretanto prefere abster-se de qualquer denominação religiosa, creio em Deus e estritamente em Deus e na bíblia - amiga, romântica, sonhadora, apaixonada pelos pais, pelo amor, pelos amigos! Seria tão simples se cada um se metesse com seus próprios problemas e buscasse cuidar de sua própria vida! No que fosse referente aos outros, que se tratasse de ser bom, vivesse em paz; com certeza eu não teria problemas com a escrita e muito menos problemas existenciais se fosse dessa maneira, mas de fato não é. E a certeza de tudo isso me traz aonde estou agora, eu não quero me permitir calar, me conformar, estagnar na vida porque a cada dia que passa percebo que nós, seres humanos, conseguimos fazer tudo parecer mais complicado do que é. Quero desafiar meus limites e parar de me esconder atrás das minhas carências e fraquezas. Voltar a colocar o nariz pra fora da porta e sentir o aroma do mundo lá fora, sem essa visão restrita que a eterna convivência com pessoas limitadas nos impõe. Quero ser alguém melhor, quero fazer melhor. Quero exercitar meu melhor e claro, voltar a escrever, e de preferência escrever melhor também.
Seria esse um came back? Não sei. Espero que sim. Mudanças sempre são bem vindas, ainda mais quando se aproxima o fim do ano e uma perspectiva de uma nova etapa... que seja então!
Anamaria.
16/10/2008