Ana.

Quem tem fraqueza sabe ser bem mais forte.


É um pouco tarde para o dia dos pais, mas nunca tarde pra falar sobre o meu pai. Bem, meu pai não tem nada de típico, meu pai é muito diferente. Não diferente pra ruim, ou diferente a ponto de causar estranhamento. Diferente como uma exceção. Diferente como... autêntico. Meu pai é quase como uma utopia do que seria o projeto de pai, só não é utopia porque existe e, bem, é um projeto que deu muito certo. Meu pai é a representação única pra mim de uma dimensão ínfima do amor de Deus... Meu pai é um herói, não apenas pra mim, mas pra todos que já cruzaram seu caminho. Não é um herói porque possui condecorações ou por ser um homem "honoris causa" como ele mesmo costuma dizer... Mas é um herói porque tem vencido a vida a cada novo dia com a humildade e simplicidade que só se tem um autêntico herói, nos moldes daqueles que só se conhece por poesia. Ele é a representação da fé, do amor, da alegria... Da pressão alta, da personalidade forte, mas da bondade, força de vontade, honra e dignidade. É com quem aprendi não apenas a caminhar, mas qual o caminho à seguir... Meu pai pra mim é mais que um pai, é o amigo que sempre contei, o homem que sempre serviu de norte para minha vida e de molde para minhas orações, sempre quis um abraço igual, um cheiro igual, mas mais que isso, um caráter igual para o homem que seria meu homem e o pai dos meus filhos, não queria menos, nem mais, queria um homem como meu pai, o melhor homem que já conheci ou ouvi falar... O homem dos sonhos intermitentes, da coragem indefectível, do coração gigante, o homem que luta e não se cansa, o homem que mesmo homem nunca perdeu a pureza de criança frente à Deus; frente à maldade deste mundo sempre matenve-se firme, forte, honesto e sincero. Meu pai que me ensinou tudo sobre a vida, que me fez quem sou, que pôs em mim a marca indelével do amor, que sempre deixou claro pra mim que não pode voar, que pode falhar, mas que nem por isso deixaria de ser meu pai, meu herói, minha vida.



Anamaria Fonsêca

...Mas quais são as palavras que nunca são ditas?



» Escrevo sempre sobre coisas parecidas porque pra mim elas significam tudo. Amor, fé, liberdade, espírito, vida, consciência são a raiz e todo o resto são ramificações do que é essência e natural, e tudo isto cabe nestas palavras.

»
Todo mundo quer afeto, mas ninguém quer se afetar.

»
Eu descobri minha maneira de escrever. Não levanto bandeiras, nem defendo teorias sobre Deus ou o meu credo. Deus é tudo, é a vida, a poesia, é o dom, e consequentemente por isso, Deus está intrínseco em minhas palavras.

» Às vezes temo escrever, temo que nas letras do papel enxerguem muito mais que palavras, mas meu coração pulsando, sangrando...



Anamaria Fonsêca




Você pode até tentar ser algo que, de fato, não é. Pode lutar contra si mesmo pra se adaptar a um sistema que tornaria tudo mais fácil, mas algo... Algo dentro de você e situações vão ocorrer a todo tempo pra te mostrar que não dá... Não dá pra fugir da missão, não dá pra fugir da batalha marcada pra você, não dá pra fugir da corrida que você tem que correr. Seu espírito nunca vai caber numa caixinha de fósforo, seus sonhos muito menos. É como se você tivesse asas e as aposentasse para caminhar, porque se usasse as asas teria que alçar vôos altos, precisaria de desmedida coragem, e teria a desvantagem de quase sempre estar só... enquanto caminhando, os riscos são mínimos, talvez um tropeço aqui, outro ali, mas há a vantagem da companhia. Porém esta não é a sua vida. O que você sempre quis não é compatível com as escolhas que você fez, e agora você se lembra... Na verdade toda vez que você se esquece, há uma força que te lembra. Não importa o quanto digam que possuem o conhecimento e a verdade, alguns deles o conhecem somente na teoria, você... Você os sente. Sempre foi diferente, sempre soube que era, mas continuou ali. Quase sempre manteve a guarda alta, para que, ainda que acomodado, não se permitisse absorver esse espírito contundente de inércia que os que recebem autoridade para conduzir - e muitas vezes acabam abusando dela, ou confundindo autoridade para guiar com poder pra ser algo a mais, algo melhor, ou superior a outrem - acabam induzindo seu coração a viver; outras de guarda baixa, por acreditar que pode ajudar neste sistema e talvez torná-lo melhor sendo quem você é, talvez você contagie, talvez você alcance, talvez você seja... Mas não é. Quase sempre será frustrado. Quem acha que é alguma coisa sempre acha que você não é coisa alguma. Eu acredito em autoridade com amor, autoridade com confiança, autoridade com liberdade, porque pra mim quem possue autoridade deve confiar no próprio trabalho que desempenha, e não desconfiar todo tempo do que estão fazendo por suas costas. Mas, enfim, há coisas que simplesmente nunca vão caber no seu pensamento, coisas que seu coração e espírito sempre repudiaram imediatamente, mesmo que a mente se eduque para os aceitar. E não adianta lutar contra si mesmo, a verdade sempre vem, por vezes discreta, mas comigo sempre tumultuando, conflitando, latejando, acusando... E asas do meu pensamento, do meu espírito, dos meus sonhos, começam a coçar, então eu lembro que elas estão lá, que foi Deus quem as deu para mim e que eu não nasci para estar adequada a um sistema iminentemente falido, em todas as áreas da minha vida, eu nasci para aprender com as autoridades, para amá-las, pra crescer com elas, nasci para caminhar por todos os sistemas, entendê-los, reter deles o que é bom, modificá-los para melhor no que for possível, mas para simplesmente voar, sem deixar meu coração temer ou se abater diante das palavras, diante da falta de companhia, diante das nuvens, mas ter convicção de quem sou, do que gosto, do que quero e... voar.


Anamaria Fonsêca
15.08.2010


Queria escrever sobre política, mas são 05:29 da manhã e estou com insônia desde às 3:00. Estou um caco, mas as idéias continuam a brotar e surgir...
Queria ser menos ansiosa. Fico impressionada com o fato de ter tido tão poucas noites de insônia em tantos anos de vida sendo assim. Quero tudo, quero agora, quero fazer, quero viver, sonhar, sem perder possibilidades, errando, voltando atrás, fazendo pausas, sentindo preguiça, mas ansiando mesmo assim, sempre sem parar. Ai, como eu queria um céu bem azul, uma brisa suave, mar, uma rede, os braços do abraço do meu amor ao redor de mim, meus pais ao alcance da vista, gente boa, gente bonita de coração... Uma intervençãozinha no tempo-espaço pra parar e estar mais perto, bem mais perto de Deus.

Deus sabia que não seria fácil pra nós encontrá-lo, mesmo com Ele dentro dos nossos corações a todo tempo. Deus sabia que não seria fácil pra mim ser um jovem de 20 anos em 2010 com esse mundo virado de cabeça pra baixo, com tantos conceitos e preconceitos, tendo que me calar tantas vezes, vítima de uma tão superficial liberdade de expressão, que ilude a gente pra não dar vazão à realidade fática. Sem acesso ao profundo do cotidiano, da sociedade, da vida. Conduzida pela mídia e pelas opiniões dos que mais se destacam, tendo sempre que possuir num referencial... O meu pensar não pode ser meu referencial? O meu ser não pode ser minha bússola? Não preciso pisar em pegadas de homens pra ser o que sou, o conhecimento me acrescenta, não me talha. Exupery disse que não é a inteligência que conduz o mundo, mas sim o Espírito... Não sei o que era isto pra Ele, mas Espírito eu tenho de sobra. Por sinal, bem cansado ultimamente. Se o Espírito conduz o mundo, eu deveria ser capaz de conduzir a mim mesma não? De aprender e ter acesso ao conhecimento puro, aos múltiplos paradigmas sem ter que me associar a eles, reter o que é bom para formar os meus próprios. Mas a educação "luta" hoje pra formar pensadores... de meia tigela. Não, é tarde, minha geração é de copycats, é de reprodução, é superficial e eu tô perdida. Obediência hoje não é sinal de respeito, é apenas um conceito, e obedecer é cada vez menos necessário. As regras sempre existiram pra domar os impulsos e conceder equilíbrio e sabedoria, mas se quer cada vez menos obedecer, e regras são meios de podar, de censura, sem sentido, sem nexo, o poder é mal utilizado, mal conduzido e bastante mal amado. Não é isto que quero pra mim. Amo a justiça, adoro regras, acho que tudo isto teoricamente colabora, ensina, conduz à liberdade plena, contribui pra a construção do ser, do caráter, do pensar e do agir, mas na prática é tanta gente querendo mandar, tanta, mas TANTA mesmo, informação, e eu não concordo, eu discordo, mas nem pra ser rebelde dá mais. Neste estado de espírito, todo mundo fala o que quer, mas falta mão de obra, falta algo mais, falta revolução que é a união do pensar e agir. Eu sou só, desconhecida de muitos e muitas vezes até de mim mesma. Sou só, numa cidade interiorana com minhas idéias sobre política, sobre sociedade, sobre mais, sobre vida, sobre como tudo passa, como a vida é ínfima, como ela acaba... e sobre a eternidade. A eternidade do instante, a eternidade do momento, e a construção diária da eternidade. Queria gritar mais alto, mas as vezes nem eu me ouço. Queria conhecer mais, ler mais, sentir mais, mas é tudo rápido, pronto, mastigado, excessivo. Falta dose, falta preparo. Eu quero ir além e às vezes temo, pois não sei como seria. Perco o fôlego muito rápido, sinto falta de ar e me canso... Tenho medo de ter que ir a pé e ainda só, pois tenho muitos sonhos e a bagagem é pesada. Tenho medo de ser incompreendida, pois às vezes me atrapalho quando falo, sou melhor com a escrita, mas eu queria, como eu queria, agir, obter a minha parcela de mudança no meu tempo, não desperdiçar a vida, nem os sonhos, nem o momento... E eu tento, todos os dias, alguns menos, outro mais, mas sei que ainda é pouco, preciso de gás, falta motivação muitas vezes, é o comodismo do meu tempo tentando me amarrar na cadeira, prender meus pés, minhas mãos, mas não meu sentimento, este é impossível de reter, e me acorda às 3:00 da manhã só pra dizer: "Vai, Ana, eu vou te conduzir, me deixa viver."



Anamaria Fonsêca

10.08.2010


Às vezes o coração cansa de polêmica e de racionalizar e quer ser só coração. Chega de causas, chega de náuseas, um bom coração que pulsa, que pula, que para e faz ritmo. Coração que mantém vivo, coração que diz o que é afeto e gera o sorriso... Coração, representação da alma. Alma leve, livre. Alma que flui, que conduz, que não tem pressa, não se apressa, nem se submete às pressões ao seu redor. Alma que vive cada dia, cada segundo, cada momento e retira algo disso tudo pra se construir, mas nunca está de fato pronta. Alma e coração. Vida, emoções, sentimentos... é tanta informação. Cada dia se explora mais a dimensão dos nossos sentidos e se descobre tanto mais se pode suportar sem se extinguir, sem se perder, sem deixar de existir. Eu só queria paz, mas até por isso não se pode deixar de lutar... Eu só queria ter tempo pra sentir as vertigens, pra guardar os sorrisos e lágrimas num potinho, pra registrar cada momento lento... Lento. Mas é tudo tão rápido, feroz e fulgaz... quando vi já foi! e foi o que deu. E o processamento é cada vez mais tenso, mais veloz, não se curte, não se escapa mais, quase nada mais é tão denso, tão intenso quanto a profundidade da alma, do coração... do meu sentimento.



Anamaria Fonsêca

10.08.2010



"Lugar comum". Não sei qual idéia surge nas mentes das pessoas quando ouvem estas duas palavras, mas na minha, pelo menos, ocorre um turbilhão. Lugar comum no começo me causa pavor, me faz pensar que é lugar onde se está estagnado no meio de pessoas, estacionado, onde se é apenas mais um, mais nada, onde não se dá por falta, onde a existência representa conformidade. Num segundo momento penso que lugar comum é o meu lugar, o lugar comum de todos dias onde eu acordo, como, existo, durmo, acordo... É o lugar da minha rotina... De onde estou sempre querendo fugir -Esse paradoxo que me consome não se estabiliza se não se adequa a uma rotina, mas passa cada segundo dela planejando uma rota de fuga. Então, lugar comum passa a ser pra mim o que nos tornamos, o que me tornei, o que me torno. Vivo falando do diferente, cheia de teorias sobre originalidade, mas não consigo vestir uma roupa sem ligar pra uma amiga pra ter certeza de que não vou causar estranhamento geral na nação. É difícil ser quem você é, o que você é, por isso gosto de pessoas diferentes, aquelas que são o que são, vestem o que vestem, falam o que falam e alimentam suas teorias de bons argumentos, porque eu sou uma delas, mas meio que aborto o processo todo dia quando deixo que a sociedade prossiga ditando conceitos sobre meu pensar. Eu sou livre, minha existência transgride a razão, sou feita por Deus e para Deus, minhas limitações não são aquelas que um bando de homens e mulheres se preocupam em ditar na mídia, a roupa que mais gosto não necessariamente tem que estar em sincronia com o estilo de música que mais toca meu coração, sou humana, sou contradição, não sou objeto de convicção e sim de indagação, minha alma é enorme e preenchida pelos mais diversos caminhos. Não sou comum. Ninguém o é, a menos que queira. Não há necessidade de se levantarem bandeiras com teorias excludentes sobre o que está certo e errado, se concorda, aceita, se não concorda, releva. Perdi alguns momentos da minha vida criticando e pensando sobre como a humanidade é conformada, sobre como simplesmente não queremos ir além do que já foi conquistado... e alguns poucos que conseguem tal proeza, muitas vezes pelo radicalismo com que se é feito acabam se perdendo de si mesmos. Parei de querer pensar porque as pessoas gostam de se situar na sua pequenez e não dar vazão a alma, quando percebi que não importa o quanto eu constate a verdade, eu sou uma delas e ainda estou no lugar comum, onde todos estão, estacionados, parados, conformados, desinteressados. E a canção que escuto no interior da minha mente todos os dias não são sons de passarinhos, mas o grito do desconhecido clamando minha alma por um algo a mais... e eu fui.


Anamaria Fonsêca
06/08/2010


Estava vendo, lendo e ouvindo coisas sobre algumas pessoas... Coisas estas que me levaram a pensar sobre elas, sobre seus comportamentos e seu jeito de encarar a vida, até que cheguei a conclusão: "Coitadas!"

Coitadas.
E esta palavra então ecoou em minha mente...

Senti a pressão baixar, sufoquei um pouco, então entendi: "Coitada de mim!".

É, coitada de mim...
Coitados de nós que pensamos que alcançamos algum tipo de verdade superior e isto nos imuniza de tropeços, defeitos, erros, ou a menos nos dá créditos a mais por estarmos no "caminho certo". Coitados de nós que pensamos que somos alguma coisa, mas ao nos olharmos no espelho, ainda que seguros de seu caráter e personalidade, somos uma confusão, uma rebelião de conceitos e uma ebulição constante de pensamentos.

É do meu feitio querer a razão. É, na verdade, do feitio da maioria das pessoas. Mas há aquelas em que se acentua mais a necessidade de estar certo e estas são as que mais estão predispostas a perder seu objeto de razão: A certeza, a verdade... Nenhum ser humano há de ter direitos suficientes para falar sobre o outro - eu então, muito menos. O olhar sempre pronto a julgar e apontar com o que sempre convivi em mim mesma me mostra que é inevitável o racionalizar quando se trata da alma, mas não é fácil assim. Há motivos e explicações pra tudo, pra cada reação, cada comportamento, fatores que pra mim são desconhecidos e talvez até incompreensíveis, mas para que não sejam perdidas oportunidades de aprendizado e convivência e para que a paz, a harmonia, a solidariedade e aceitação não se extingua entre os homens só uma coisa pode sobrepujar todo o resto: É o amor. O amor que subjulga a razão, as regras, os padrões e até mesmo a imensurável quantidade de "erros".

Eu continuo vendo o que há de errado em meu meio, continua me causando tristeza e estranhamento certos tipos de comportamento que as pessoas ao meu redor apresentam, mas quando chego em casa e me deparo com o espelho percebo que, de fato, não há nada igual lá fora, nada tão complicado, tão misterioso, tão fraco e sedento de equilíbrio a cada novo dia. Sou o que sou pelas escolhas que faço, pela 'vitória' na batalha interior diária, mas não estou livre de ser o que mais me causa pavor, o que me diferencia dos outros seres humanos é uma marca chamada amor... Que acorda a cada novo dia mais apagada, e se incendeia cada vez que olho pra mim mesma e sinto o quanto Ele ultrapassou todos os conceitos, certezas, verdades e estranhezas e me amou como eu sou.



Anamaria Fonsêca
26.06.2010


Dentre os caminhos que trilhei na vida até chegar onde me encontro hoje, fiz uma grande descoberta e esta grande descoberta não foi simplesmente grande, através dela encontrei algo que mudou tudo pra mim. Um verbo, uma atitude, que estranhamente trazia sentido a todo o resto da minha vida... era o ato de Adorar. Certo. Adorar. Mas não se trata de simplesmente Adorar aleatoriamente, se trata da entrega, do despreendimento, da confiança, do amor, da paixão, da submissão, que só se tem por algo imensuravelmente maior que si próprio, algo de dimensão sobrenatural, algo que muito mais que simplesmente algo, é TUDO. É a Vida, a razão, o sentido, é Deus. Me encantei num primeiro momento, me apaixonei num segundo, num terceiro amei profundamente e por fim me firmei neste propósito novo e totalmente diferente de tudo que já havia me acontecido. Decidi que Adorar seria minha maneira de viver. Queria descobrir todas as formas possíveis e impossíveis de me render a este sentimento, de ter a cada novo segundo um pouco mais deste fôlego, de chorar, de sorrir, de sentir uma paz indescritível e de ter uma certeza em meio a tantas dúvidas inerentes à vida. Fiz de tudo que imaginei ser instrumento de Adoração... Contei, abracei, ouvi, compartilhei, mesmo sem talento dancei, cantei, e tudo isto me preencheu muito, me fez plena, mas em alguns momentos me sentia ainda impelida em especular se não havia algo mais, algo além... O que eu já tinha me era suficiente, mas algo me impulsionava a atravessar barreiras, as barreiras de mim mesma, do meu coração, da minha plenitude e satisfação pessoal. Então me questionei e prossegui... Até que encontrei como um recorte de jornal algo que não apenas se encaixava completamente com todo o resto, mas que era em si todo o resto: Ação. Descobri a AdorAção. Descobri que muito melhor que viver tudo que eu já vivia e já sentia na presença do meu Deus, era levar a outros - sendo eles possuidores da mesma fé e conhecimento que eu ou não - a experiência, o socorro, o abrigo, o amor, a paixão, a solidariedade, a verdade e a vida... O sentido, com o qual me deparei outrora e do qual decidi nunca mais me apartar. Descobri na AdorAção e na sua multiforme maneira de ser exercida o caminho para o coração de Deus e a estrada concreta para o coração dos homens, levando Graça do trono de Deus e transformando em Vida para a humanidade. Entendi inúmeras coisas sobre Deus e deixei de entender inúmeras outras sobre os homens, mas de tudo que vivi e hoje eu sei, sei que meu coração não é pra este mundo menos que um instrumento do amor de Deus para que haja incessantemente o ato de Adorar sempre aliado à Ação. Por isto hoje este é o meu caminho, e que seja esta a minha vida, meu grito, minha missão: AdorAção.



Anamaria Fonsêca


...

“Não sou para todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias.”

(Caio Fernando Abreu)




Quem sou eu

Forte energia, grande sorriso. Engraçada. Inteligente. Coração Bondoso. Cabeça Dura. Simples. Complicada. Maternal. Infantil. Durona. Sensível. Sincera. Autêntica. Determinada. Simpática. Autoritária. Ousada. Uma bagunça organizada. Amiga. Amável. Às vezes insuportável.

"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro."
(Caio Fernando Abreu)

É,

E tô achando bom, tô repetindo que bom, Deus, que sou capaz de estar vivo sem vampirizar ninguém, que bom que sou forte, que bom que suporto, que bom que sou criativo e até me divirto e descubro a gota de mel no meio do fel. Colei aquele “Eu Amo Você” no espelho. É pra mim mesmo.

(Caio Fernando Abreu)