Ana.

Quem tem fraqueza sabe ser bem mais forte.

Estava pensando sobre como nós nos sentimos responsáveis pela indiferença alheia. Não estou falando do sentimento egoísta que temos pela rejeição, desprezo ou qualquer coisa do tipo, estou falando sobre como nos revoltamos quando vemos que alguém que é do nosso apreço se comporta como alguém inglório, um reles mortal como todos os outros. Somos tão incisivos quando se trata do universo do outro, porque não temos a mínima noção do que se passa por sua cabeça, e na maioria do tempo pensamos que ele é simplesmente uma decepção, alguém que nunca foi digno de sua expectativas. Queremos pintar-lhe como vilão, irresponsável, ainda que não sejamos nós os principais feridos mediante suas atitudes, tomamos as dores porque continuamos buscando eternamente no outro os sentimentos bons que muitas vezes norteiam somente nossas vidas. Ao fim somos seres individuais, não adianta contestar, por mais que venhamos tentando há tempos viver sob uma ética comum, vivemos de acordo com nossas próprias regras e valores que estabelecemos ao longo da vida, diante das experiências pessoais que temos, e por isso nos indignamos tão facilmente com os comportamentos de índole duvidosa com os quais nos deparamos a partir de pessoas que amamos, ou consideramos, ou qualquer coisa similar. Não entendemos que o universo de cada um é tão imenso quanto o universo de todos nós, e que amar uma pessoa não a transforma em Santo, não desmerece seus pecados, seus defeitos... Ao depositar suas expectativas em alguém você se torna passível de decepções. Não trata-se de enrijecer, sabe? É uma questão de maturidade entender que todos tem defeitos e que em algum momento as atitudes alheias vão partir seu coração. Sabendo disso, você estará mais preparado, ainda que despreparado, será ao menos mais compreensível, e saberá também que você tem o direito de errar e que não precisa ser perfeito pra ninguém já que ninguém é perfeito pra você. Ninguém nasceu pra ser perfeito. E enquanto for de carne e osso nunca será... Coisas ruins acontecem, sempre aconteceram e sempre acontecerão. Pessoas boas serão ruins de vez em quando e isso não vai mudar o fato de que por um longo tempo elas foram boas, o que elas fizeram de ruim não pode apagar o que elas fizeram de bom, ao menos não teoricamente. O espanto, a dor, o constrangimento e a decepção passam, e você entende que tudo isso é sobre você, e não sobre o outro. É sobre quem você quer ser diante de situações assim, e da maneira que você vai se comportar cada vez que se deparar com algo ou alguém que não supere suas expectativas. É preciso estar composto. É preciso estar seguro. Não precisa ter medo de se doar, nem de confiar, mas é preciso saber, que todos são assim, exatamente como você é... Imperfeito.







(Anamaria Fonsêca)


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“Não sou para todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias.”

(Caio Fernando Abreu)




Quem sou eu

Forte energia, grande sorriso. Engraçada. Inteligente. Coração Bondoso. Cabeça Dura. Simples. Complicada. Maternal. Infantil. Durona. Sensível. Sincera. Autêntica. Determinada. Simpática. Autoritária. Ousada. Uma bagunça organizada. Amiga. Amável. Às vezes insuportável.

"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro."
(Caio Fernando Abreu)

É,

E tô achando bom, tô repetindo que bom, Deus, que sou capaz de estar vivo sem vampirizar ninguém, que bom que sou forte, que bom que suporto, que bom que sou criativo e até me divirto e descubro a gota de mel no meio do fel. Colei aquele “Eu Amo Você” no espelho. É pra mim mesmo.

(Caio Fernando Abreu)