Esse sentimento de inconformidade que me pertuba nos momentos mais confortáveis, me faz entender a todo tempo que verdadeiramente cada um de nós tem uma missão - para desenvolver uma melhora, uma evolução para o coletivo, seja de natureza científica, espiritual, emocional, social, ou tantas outras vertentes - e que ela nos persegue até que estejamos dispostos a assumí-la, sermos talhados segundo o seu propósito e a exerçamos. Mesmo sendo nós um compilado de defeitos e qualidades superáveis ou não, esse sentimento e essa missão me provam a todo tempo que a vida não é vazia, que em sua intenção original cada um de nós constrói algo para uma próxima geração desfrutar mais e melhor deste presente, ao tempo que outro sentimento que habita em nós pende para o individualismo que sabota todo o preceito. É o constante embate entre mocinho e vilão, mas não é nos livros, nem na TV! - é dentro de nós - são operários internos na construção do nosso caráter, e cada tijolo e viga que é posta é uma vitória para que Sejamos! "Ser" é o verbo mais próximo de expressar o que este sentimento de inconformidade quer de nós, que vivamos, que entendamos que a vida não é uma penitência, mas uma dádiva; que nela há um ciclo, e em sua maior parte trata-se de um ciclo de construção interna e... eterna.
Anamaria Fonsêca
15.03.2010