Ana.

Quem tem fraqueza sabe ser bem mais forte.


Indivisíveis


O meu primeiro amor e eu sentávamos numa pedra que havia num terreno baldio entre as nossas casas. Falávamos de coisas bobas, isto é, que achávamos bobas. Como qualquer troca de confidências entre crianças de cinco anos. Crianças... Parecia que entre um e outro nem havia ainda separação de sexos a não ser o azul imenso dos olhos dela, olhos que eu não encontrava em ninguém mais, nem no cachorro e no gato da casa, que tinham apenas a mesma fidelidade sem compromisso. E a mesma animal - ou celestial - inocência, porque o azul dos olhos dela tornava mais azul o céu: Não, não importava as coisas bobas que disséssemos. Éramos um desejo de estar perto, tão perto que não havia ali apenas duas encantadas criaturas... mas um único amor sentado sobre uma tosca pedra, enquanto a gente grande passava, caçoava, ria-se, não sabia que eles levariam procurando uma coisa assim por toda a sua vida...


Mário Quintana.




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Nós não somos mais crianças bobas, nem estamos sentados numa tosca pedra, mas somos ainda o desejo de estar perto, tão perto, que nos torna nada mais, nada menos, do que criaturas encantadas, assistindo quem passa por nossas vidas e não nota o que há entre nós de tão grandioso.


Eu, Aninha é quem digo.


...

“Não sou para todos. Gosto muito do meu mundinho. Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias.”

(Caio Fernando Abreu)




Quem sou eu

Forte energia, grande sorriso. Engraçada. Inteligente. Coração Bondoso. Cabeça Dura. Simples. Complicada. Maternal. Infantil. Durona. Sensível. Sincera. Autêntica. Determinada. Simpática. Autoritária. Ousada. Uma bagunça organizada. Amiga. Amável. Às vezes insuportável.

"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro."
(Caio Fernando Abreu)

É,

E tô achando bom, tô repetindo que bom, Deus, que sou capaz de estar vivo sem vampirizar ninguém, que bom que sou forte, que bom que suporto, que bom que sou criativo e até me divirto e descubro a gota de mel no meio do fel. Colei aquele “Eu Amo Você” no espelho. É pra mim mesmo.

(Caio Fernando Abreu)