Estava vendo, lendo e ouvindo coisas sobre algumas pessoas... Coisas estas que me levaram a pensar sobre elas, sobre seus comportamentos e seu jeito de encarar a vida, até que cheguei a conclusão: "Coitadas!"
Coitadas.
E esta palavra então ecoou em minha mente...
Senti a pressão baixar, sufoquei um pouco, então entendi: "Coitada de mim!".
É, coitada de mim...
Coitados de nós que pensamos que alcançamos algum tipo de verdade superior e isto nos imuniza de tropeços, defeitos, erros, ou a menos nos dá créditos a mais por estarmos no "caminho certo". Coitados de nós que pensamos que somos alguma coisa, mas ao nos olharmos no espelho, ainda que seguros de seu caráter e personalidade, somos uma confusão, uma rebelião de conceitos e uma ebulição constante de pensamentos.
É do meu feitio querer a razão. É, na verdade, do feitio da maioria das pessoas. Mas há aquelas em que se acentua mais a necessidade de estar certo e estas são as que mais estão predispostas a perder seu objeto de razão: A certeza, a verdade... Nenhum ser humano há de ter direitos suficientes para falar sobre o outro - eu então, muito menos. O olhar sempre pronto a julgar e apontar com o que sempre convivi em mim mesma me mostra que é inevitável o racionalizar quando se trata da alma, mas não é fácil assim. Há motivos e explicações pra tudo, pra cada reação, cada comportamento, fatores que pra mim são desconhecidos e talvez até incompreensíveis, mas para que não sejam perdidas oportunidades de aprendizado e convivência e para que a paz, a harmonia, a solidariedade e aceitação não se extingua entre os homens só uma coisa pode sobrepujar todo o resto: É o amor. O amor que subjulga a razão, as regras, os padrões e até mesmo a imensurável quantidade de "erros".
Eu continuo vendo o que há de errado em meu meio, continua me causando tristeza e estranhamento certos tipos de comportamento que as pessoas ao meu redor apresentam, mas quando chego em casa e me deparo com o espelho percebo que, de fato, não há nada igual lá fora, nada tão complicado, tão misterioso, tão fraco e sedento de equilíbrio a cada novo dia. Sou o que sou pelas escolhas que faço, pela 'vitória' na batalha interior diária, mas não estou livre de ser o que mais me causa pavor, o que me diferencia dos outros seres humanos é uma marca chamada amor... Que acorda a cada novo dia mais apagada, e se incendeia cada vez que olho pra mim mesma e sinto o quanto Ele ultrapassou todos os conceitos, certezas, verdades e estranhezas e me amou como eu sou.
Coitadas.
E esta palavra então ecoou em minha mente...
Senti a pressão baixar, sufoquei um pouco, então entendi: "Coitada de mim!".
É, coitada de mim...
Coitados de nós que pensamos que alcançamos algum tipo de verdade superior e isto nos imuniza de tropeços, defeitos, erros, ou a menos nos dá créditos a mais por estarmos no "caminho certo". Coitados de nós que pensamos que somos alguma coisa, mas ao nos olharmos no espelho, ainda que seguros de seu caráter e personalidade, somos uma confusão, uma rebelião de conceitos e uma ebulição constante de pensamentos.
É do meu feitio querer a razão. É, na verdade, do feitio da maioria das pessoas. Mas há aquelas em que se acentua mais a necessidade de estar certo e estas são as que mais estão predispostas a perder seu objeto de razão: A certeza, a verdade... Nenhum ser humano há de ter direitos suficientes para falar sobre o outro - eu então, muito menos. O olhar sempre pronto a julgar e apontar com o que sempre convivi em mim mesma me mostra que é inevitável o racionalizar quando se trata da alma, mas não é fácil assim. Há motivos e explicações pra tudo, pra cada reação, cada comportamento, fatores que pra mim são desconhecidos e talvez até incompreensíveis, mas para que não sejam perdidas oportunidades de aprendizado e convivência e para que a paz, a harmonia, a solidariedade e aceitação não se extingua entre os homens só uma coisa pode sobrepujar todo o resto: É o amor. O amor que subjulga a razão, as regras, os padrões e até mesmo a imensurável quantidade de "erros".
Eu continuo vendo o que há de errado em meu meio, continua me causando tristeza e estranhamento certos tipos de comportamento que as pessoas ao meu redor apresentam, mas quando chego em casa e me deparo com o espelho percebo que, de fato, não há nada igual lá fora, nada tão complicado, tão misterioso, tão fraco e sedento de equilíbrio a cada novo dia. Sou o que sou pelas escolhas que faço, pela 'vitória' na batalha interior diária, mas não estou livre de ser o que mais me causa pavor, o que me diferencia dos outros seres humanos é uma marca chamada amor... Que acorda a cada novo dia mais apagada, e se incendeia cada vez que olho pra mim mesma e sinto o quanto Ele ultrapassou todos os conceitos, certezas, verdades e estranhezas e me amou como eu sou.
Anamaria Fonsêca
26.06.2010
26.06.2010
