É um pouco tarde para o dia dos pais, mas nunca tarde pra falar sobre o meu pai. Bem, meu pai não tem nada de típico, meu pai é muito diferente. Não diferente pra ruim, ou diferente a ponto de causar estranhamento. Diferente como uma exceção. Diferente como... autêntico. Meu pai é quase como uma utopia do que seria o projeto de pai, só não é utopia porque existe e, bem, é um projeto que deu muito certo. Meu pai é a representação única pra mim de uma dimensão ínfima do amor de Deus... Meu pai é um herói, não apenas pra mim, mas pra todos que já cruzaram seu caminho. Não é um herói porque possui condecorações ou por ser um homem "honoris causa" como ele mesmo costuma dizer... Mas é um herói porque tem vencido a vida a cada novo dia com a humildade e simplicidade que só se tem um autêntico herói, nos moldes daqueles que só se conhece por poesia. Ele é a representação da fé, do amor, da alegria... Da pressão alta, da personalidade forte, mas da bondade, força de vontade, honra e dignidade. É com quem aprendi não apenas a caminhar, mas qual o caminho à seguir... Meu pai pra mim é mais que um pai, é o amigo que sempre contei, o homem que sempre serviu de norte para minha vida e de molde para minhas orações, sempre quis um abraço igual, um cheiro igual, mas mais que isso, um caráter igual para o homem que seria meu homem e o pai dos meus filhos, não queria menos, nem mais, queria um homem como meu pai, o melhor homem que já conheci ou ouvi falar... O homem dos sonhos intermitentes, da coragem indefectível, do coração gigante, o homem que luta e não se cansa, o homem que mesmo homem nunca perdeu a pureza de criança frente à Deus; frente à maldade deste mundo sempre matenve-se firme, forte, honesto e sincero. Meu pai que me ensinou tudo sobre a vida, que me fez quem sou, que pôs em mim a marca indelével do amor, que sempre deixou claro pra mim que não pode voar, que pode falhar, mas que nem por isso deixaria de ser meu pai, meu herói, minha vida.
Anamaria Fonsêca
